Quando ela sobe numa árvore, o Pantanal inteiro prende o fôlego.

No fim da estação chuvosa, a água ainda domina a planície mato-grossense, mas recua centímetro a centímetro, relutante em deixar o território.

À medida que os rios devolvem o chão, ilhas emergem, trilhas ressurgem e canais estreitos se transformam em armadilhas para peixes.

Capivaras, jacarés e veados-campeiros se apertam nas faixas de terra e lagoas remanescentes, antes que a seca cobre seu preço.