No Dia Mundial da Tartaruga Marinha, 16 de junho, o oceano lembra quem já estava por aqui muito antes da gente inventar calendário.

Há mais de 100 milhões de anos, essas viajantes cruzam mares, afinando o equilíbrio de prados marinhos e recifes como quem regula o volume da vida submersa.

Migram para se alimentar e desovar, e as fêmeas voltam à mesma praia onde nasceram décadas depois, guiadas por uma orientação que parece escrita no próprio litoral.

Hoje, esse ciclo milenar encontra obstáculos bem modernos: plástico, redes, perda de habitat e um clima fora de sintonia.